sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

QUAL SERÁ O DESTINO DO JOVEM CARETEIRO?

Dias atrás, quase no final do triste ano que passou - em pleno recesso do Congresso -, assume o cargo de senador da República o pai desse educadíssimo menininho .



O jovenzinho completará, no ano que começou domingo último, dez aninhos. Deve ser, para o entendimento de velhos como eu, a alegria da família. Mais nove ou dez anos sobre a idade que hoje tem e o já rapaz poderá assumir uma cadeira no Congresso como deputado federal; mais um pouco e poderá ser par de seu pai no Senado.

Vai longe o menino, o mais novo orgulho desta Pindorama em que vivemos. 

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Uma dúvida, porém, que me assaltou naquele momento de alegria e felicidade da família do senador que tomava posse: para quem eram dirigidas as caretas de Daniel (este o nome do careteiro)? Para os fotógrafos, encantados com a boa educação que recebeu em casa? Ou para os quase dois milhões de eleitores que deram seus votos a S.Excia, o senhor seu pai.

Tristes dúvidas, amigo, tristes e amargas dúvidas...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

QUEM SERÁ, AFINAL DE CONTAS, O EXPROPRIADO?

Transcrevo, abaixo, matéria do jornalista Rodrigo Constantino(*) publicada no site Opinião e Notícia de 24/12/2011.


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"O ataque do governo Kirchner à imprensa independente atingiu patamares venezuelanos, quiçá cubanos, nos últimos dias. A tentativa de calar o grupo Clarín vem desde o governo anterior do falecido Nestor Kirchner. Os meios usados são sempre truculentos, como na operação em que mais de 200 fiscais da Receita foram à sede do jornal para buscar qualquer indício de ilegalidade. Desta vez, a intenção é cortar a matéria-prima do jornal: o papel.

O senador Miguel Pichetto, líder da bancada governista, foi direto ao ponto: “O Clarín é inimigo do governo”. Simples assim. O governo não tolera críticas e precisa usar – e abusar – das leis arbitrárias para impedir o trabalho destes “inimigos”. Outro senador governista explicou a lógica da medida que poderá aumentar a participação acionária do Estado na fornecedora de papel: “Se a lei levará ou não a uma expropriação não sabemos, ainda não fazemos futurologia. Mas se isso ocorrer, não será expropriada a liberdade de expressão, mas uma empresa”. Ah bom!

O que se passa na Argentina nos remete ao alerta feito por Hayek em seu brilhante O Caminho da Servidão, onde o economista austríaco demonstra que a liberdade econômica é fundamental para preservar a liberdade política. Em outras palavras, se o governo pode intervir de forma arbitrária na economia, ele pode manter qualquer um como refém. Basta ele ser dono de uma simples fornecedora de papel, por exemplo, para controlar toda a mídia impressa. O cão não morde a mão que o alimenta. Os lamentáveis, porém previsíveis, acontecimentos argentinos devem servir de alerta aos brasileiros. O governo petista, antes com o presidente Lula e agora com Dilma, vem tentando expandir os tentáculos estatais na economia, infelizmente com sucesso. E o controle da imprensa independente tem sido uma verdadeira obsessão de muitos petistas. Se os argentinos, mais educados que nós na média, não foram capazes de evitar tal destino trágico, o que garante que nós iremos escapar desta sina?

Toda mobilização será necessária para proteger a liberdade de imprensa por aqui. Afinal, sabemos que aquilo que a Argentina está conseguindo fazer é a meta de muitos petistas. Alguns devem inclusive estar com baba de inveja escorrendo pelo canto da boca, sonhando com o dia em que a revista Veja e os jornais O Globo e Estadão dependerão da aprovação do governo para obter papel."

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Concordo e assino embaixo!


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(*) O autor é Diretor do Instituto Liberal