“Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebiam verba do [programa] Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais”. (João Dias Ferreira, policial militar e ex-militante do PC do B, em entrevista concedida à revista Veja, publicada no último fim de semana.)
"É uma fraude!" (Ministro dos Esportes - ainda - Orlando Silva, do México, onde acompanhava os Jogos Pan-Americanos).
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Hoje é um policial militar; ontem foi um caseiro; um pouco mais distante no tempo um motorista.
A verdade é que os mais próximos das autoridades são os que mais perto estão dos malfeitos de Suas Excelências. E, mais cedo ou mais tarde, quer por um bom motivo quer por interesses próprios nem sempre bem justificados, "botam a boca no trombone".
É quanto custa ser autoridade neste país de Macunaíma [aquele herói sem caráter que só no Brasil sobrevive] sem que se tenha muito apego à ética e à honradez.
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Uma sugestão do estóico coroa que vos escreve ao senhor Orlando Silva:
Peça suas contas e pegue seu boné, senhor ministro, abandone todos os cargos públicos que exerce, deixe seu partido meio de mentirinha de lado e vá para uma praia escondida de Itaparica [tenho um amigo itaparicano que poderá indicar-lhe alguma] recuperar-se do "trauma" provocado por esse PM extraordinariamente bem de vida que mais me parece um coronel.
É só!
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