Ouvido de um dos participantes do almoço de confraternização realizado a cada primeiro sábado de dezembro, há mais de cinquenta anos, por uma turma de companheiros de colégio:
"O olho da rua é a única sepultura digna de um ministro tão desqualificado."
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A registrar: o participante mais novo da reunião passava já dos setenta e dois anos; o mais velho aproximava-se dos setenta e oito. Todos com capacidade crítica, evidente, para avaliar o senhor Lupi, o ministro que deixou o governo sem que fosse necessário o uso de um só tiro de garrucha que pudesse fazer uma galinha correr de medo.
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A leoa - no caso, a autoridade que o nomeou - como se chegou a pensar, não era nem mansa nem tola: aproveitou a deliberação do Conselho de Ética propondo a exoneração do ministro e, fazendo de contas que não estava entendendo nada, fez levar S.Excia [ainda] ao Palácio - justo no último domingo, 4, dia dos clássicos que definiriam o Brasileirão, reduzindo ao máximo a repercussão de sua convocação [dele, ministro] - e ofereceu-lhe a clássica alternativa de pedir para sair ou ser posto na rua.
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Com um simples "Xô, bicho, vai pra casa" resolveu-se a questão: os Fuzileiros não foram chamados para deslindar o nó, o Exército não colocou seus homens nas ruas nem a Força Aérea teve necessidade de usar seus jatos e helicópteros de combate.
Os únicos tiros que se pode ouvir foram os dos rojões das torcidas do Flamengo [no Rio] e do E.C.Corinthians, no resto do Brasil. Debaixo dos quais o tal ministro foi parar no olho da rua.
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Estava certo o comentário do desencantado velhinho feito no almoço de confraternização de sua turma.
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